República Checa, uma Europa menor.

Praga, capital da República Checa, tem atraído cada vez mais brasileiros com seu real forte e sua crescente vontade em gastar. Em 2006 – ano da Copa do Mundo na Alemanha – o país pegou carona e recebeu 11 mil brasileiros; em 2010 esse número pulou para 40 mil. “Para 2011 a expectativa é de um crescimento em torno dos 20% sobre os números do ano passado”, afirmou ao DIÁRIO o paulistano Luiz Fernando Destro, representante do escritório da República Checa no Brasil. Um real compra dez coroas Uma das razões que explica a predileção por este país que tem praticamente tudo o que seus países vizinhos (Alemanha, Polônia, Austria e Eslovaquia) têm são os preços: “é possível ficar muito bem hospedado e se alimentar de forma excelente por valores convidativos. Um almoço no Café Imperial, em Praga, sai em média por 260 coroas, exatos 26 reais. No Yasmim, um hotel quatro estrelas da capital Checa, a diária sai por 50 euros “, detalha Fernando, acrescentando que a capital tem preços 20% menores que as principais cidades européias. No centro da Europa, a República Checa se beneficia por ser vizinha de países como a Alemanha e Polônia Toque autêntico Cidade salpicada de museus, palácios, igrejas e jardins, Praga é a cidade natal de grandes escritores como Franz Kafka (1883 – 1924) e onde viveu por um bom perído o tcheco Milan Kundera (1929); “Praga só se parece mesmo com Praga”, afirma Fernando ao DT quando questionado a comparar a capital da República Checa a outra capital européia. “Praga significa cultura, compras, gastronomia, diversão e inusitadas experiências; tem tudo o que uma outra cidade européia tem, mas com o seu toque original”, acrescenta. As cidades de Karlovy Vary (próxima à divisa com a Alemanha) e Cesky Krumlov (a 170 quilômetros de Praga) são outras jóias turísticas da República Checa que o escritório de representação no Brasil, junto às operadoras e agentes de viagens estão promovendo. “Esse país não é explicado e entendido por inteiro apenas visitando Praga. O território Checo é repleto de paisagens, castelos e histórias que extrapolam os próprios limites impostos pela geografia”, filosofa. Um país com a Europa dentro, interpreta-se. História intocada Com uma história repleta de guerras e tomadas de território, como os conflitos religiosos (Guerras Hussitas do século XV e a Guerra dos Trinta Anos do século XVII) que devastaram várias cidades da antiga Boémia, no século XX, no entanto, as duas Grandes Guerras pouco afetaram ou destruíram materialmente o país, e, em especial a capital Praga. “Praga ficou intocada. Hitler queria preservar a cidade para implantar aqui a capital de seu império ariano”, explica Luiz Destro. Bom para os turistas que podem observar uma cidade intacta, com construções – pontes, fontes, catedrais e jardins – originais. Praga: cidade alegre e cheia de vida, intocada por duas Guerras Mundiais Espontaneidade brasileira Fernando lembra que as operadoras que possuem pacotes estruturados para Praga atualmente são seis: Flot; MGM; New Age; Marsans; TTOperadora e Design. “Não temos, ainda, voos diretos do Brasil para Praga, no entanto, praticamente todas as cidades da Europa têm voos e diários para a capital Checa”, explica. Com um gasto per capta em torno de 1 mil reais/dia (incluindo hospedagem), o brasileiro, é, segundo Destro, muito querído pelo Checo. “A espontaneidade, a descontração do brasileiro cria empatia. O Checo depois que conhece e passa a confiar, torna-se um grande amigo, principalmente dos latinoamericanos”, descreve. Sem visto Um outro fator importante e que justifica a grande simpatia dos turistas latinoamericanos por esse destino não tão conhecido e badalado é a dispensa do visto de entrada para cidadãos da Argentina, Brasil, Chile, Costa Rica, Guatemala, Honduras, Venezuela, Paraguai e Uruguai. Paisagens impensáveis como essa são encontradas no interior da República Checa Mais informações: http://www.republicacheca.travel

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